domingo, 3 de fevereiro de 2008

Havia um menino...

Havia um menino, que jogava a bola, que brincava com os outros, que sorria feliz, que andava de bicicleta, que passeava à tarde, que sorria para as pessoas, que fazia recados, que dançava sem musica, que cantava a musica de ninguém, que soletrava palavras ao vento, que escrevia composições, que brincava ao apanha, que jogava cartas, que corria, que saltava, que enchia balões, que olhava o mundo, que queria ser astronauta, que tinha sonhos belos, que pensava em formar uma família, que pensava ser para sempre criança, que queria ter o mundo, que queria dar o mundo aos outros, que partilhava, que ensinava, que demonstrava, que empenhava carinho.
Na verdade, ele aproveitava a vida, ele acordava e tinha um dia quase sempre igual. Preparava o pequeno-almoço aos pais, dava-lhes um “Olá” especial todas as manhãs, um beijo doce e preparava tudo, depois ia brincar para o quintal, pegava no papagaio e lançava-o ao vento, depois preparava as coisas para a escola, pegava na mochila e dizia “adeus” aos pais, eles sorriam e seguiam para o trabalho.
Ele empenhava-se na escola, ele dava opiniões, participava nas aulas, gostava de aprender, gostava de ensinar, gostar de mostrar conhecimento. Era o aluno preferido da professora.
No recreio, ele tinha o seu mar de amigos, era o “especial”, porque era sábio, era ideólogo, era aventureiro, perspicaz, brincalhão e um bom amigo. Jogava com os outros, contava histórias, dava conselhos, e dizia sempre para que aproveitassem bem a vida.
Depois de almoço, as aulas acabavam e ele podia fazer o que quisesse, completava os deveres, corria para fora de casa e aproveitava o resto do dia, ir correr, passear ou andar de bicicleta. Ia ter com os amigos e passar um bom bocado, ia meditar para um local sossegado, ia brincar com as flores e as borboletas da Primavera, apanhar folhas de Outono, juntar flocos de neve e mergulhar nas ondas de um Verão.
No final do dia, contava uma história para os pais, escrevia mais uma passagem que iluminava o seu livro. Ajudava a mãe a arrumar a cozinha, ajudava o pai nos pequenos trabalhos de casa e depois passava o serão divertindo-se com eles.
Quando a noite chegou, despediu-se com um sorriso e disse, “até sempre”.
Esse jovem tinha 10 anos, e tinha-lhe sido diagnosticado um cancro incurável, nesse dia ele sabia que era o seu ultimo dia, no entanto, viveu como sempre e viveu da mesma maneira, porque sabia que viver uma coisa diferente seria ser quem nunca foi.
Ele apenas quis ensinar que, qualquer que seja o dia do nosso fim, a vida não se pode desperdiçar ao acaso.
Vamos aprender aquilo que as crianças nos têm para ensinar.

1 comentários:

raquel alves disse...

sera possivel realizar tudo isto...quando se paxa na realidade...hum???????

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