quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O homem que queria vender o mundo

O início da década de noventa marca traços muito importantes para a música mundial. O estilo Rock tinha como capa Nirvana e estes marcaram estes anos como a revolução do Rock para aquilo que hoje conhecemos.
De sonhador a um perfeito lunático, era um completo homem com as suas experiências e vivências. Por amor se matou e por amor perdeu talvez o topo dos topos das genialidades musicais.
Mas ele era apenas um sonhador, considerava-se como o homem que tinha vendido o mundo para conseguir estar diante de quem amava. Das vivências, levava as viagens e os lugares por onde passou para poder ter chegado ali. Não o podiam trair, não lhe podiam negar tamanho esforço.
Incapaz de suportar as lágrimas de uma dor incomensurável decidiu por fim à sua própria vida e assim morria Kurt Cobain deixando uma banda promissora acabando por ser apenas isso – promissora.
Dave Grohl que muito viveu com esta banda, ainda hoje se destaca com revoltas interiores dizendo que não é como os outros, é um ser único e cheio de uma genialidade intemporal.
Não se rende como o seu amigo Kurt, não se abate pelo tempo. Vive ao som da música e vive com aqueles que foram mudados dentro de uma geração que aprendeu cheirar o espírito dos jovens, tornando-se assim eternamente jovens.
Contudo, isto não é apenas história, é a dádiva que temos face a um homem que realmente vendeu o mundo. Talvez ele já entendesse a necessidade que se teria de fazer isso algum dia. Um dia ainda teremos de vender o nosso mundo por não termos nada para viver.

Nirvana – The Man Who Sold The World

2 comentários:

Anônimo disse...

Putz, lendo suas correlações entre letras de músicas e a vida desses músicos dos anos 90, até parece algo realmente grandioso esse texto e bem-feito. No entanto, odeio essa coisa de linkar a canção "The Man Who Sold the World" com o Nirvana. É uma música do Bowie, de 1970. É uma música do Bowie para o Bowie, não tem nada a ver com a proposta musical do Nirvana, e espero que o Kurt tenha sabido disso quando resolveu regravá-la. É uma letra fantástica (no sentido de fantasia) e que combina com o álbum homônimo do inglês, temperado com filosofias e mitologias. Nunca entendi o que ela acrescentaria ao grunge. E a voz do Cobain nessa faixa me irrita.

Vitor Alves disse...

Correcto, é uma verdade. bem sei disso tanto que so foi gravada no mtv unplugged já que não consta em nenhum dos albuns ou singles de oriniais.

Contudo, a ideia mesmo era atribuir este sentido à coisa. dar um ar a uma banda revolucionaria.

em suma, obrigado pelo coment e vai participando mais x ;) é sempre bom ouvir o que os outros pensam

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