sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Never Give Up (Nunca Desistas)

New York, Abril de 1996, um rapaz passeava como sempre fazia todos os dias, passeava por aqueles jardins, cheios de calma, de alegria, um harmonia nova se podia respirar sempre que lá se passava.
Confundindo-se no meio das sombras que aquele enormes prédios que se erguiam perante os céus desafiando o limite vertical, causava locais que são desconhecidos por grande parte da sociedade que lá habita.
Era a paisagem de sempre, turistas de todo o mundo, a famosa rua tanto conhecida, cheia daqueles enormes ecrãs, de publicidade ou noticias, ou até mesmo anúncios de espectáculos. É assim aquela cidade, onde nem as pessoas dizem olá, e onde nem metade se conhece.
É uma confusão enorme ver tudo aquilo, mas para o garoto, aquilo é a sua casa, é ali que vive, é ali que vai passar o resto da vida.
Mas, ao virar de uma esquina, um dos becos que não conhecia, um dos becos considerados perigosos, onde não se deve entrar, ele arriscou, decidiu inspeccionar e tentar saber o que se passaria lá.
Ficou surpreendido, não encontrou nada mais que um velho mendigo, um velho de aparência rude, notando-se facialmente o peso da idade e a experiência que tinha com a vida.
Claro, apenas o velho porque era dia, o perigo encontra-se à noite, o que não quer dizer que não se encontre de dia também, mas vocês percebem.
Sem medo e destemido, sentou-se ao pé daquela figura e cumprimentou-o com um simples “Hi”, mas não obteve resposta.
Tentou puxar conversa, mas não o fez como um ser comum faria, não lhe perguntou nada, não disse nada que atingisse o velhote directamente. Falou simplesmente de si, falou do que era a sua vida, falou de como passava os dias, até que a certo momento ouve, uma voz fraca e rouca.
- Bons esses tempos que a idade nos leva, bons os momentos que descreves como um mar azul, infeliz o futuro negro e cruel.
- Mas, porque é que lhe aconteceu isto?
- Era o futuro, era a minha vida, nós fazemos da vida aquilo que queremos, e eu tomei a decisão errada.
- Mas ainda vai a tempo de mudar, não?
- Como?!
- Conte-me a sua história, se possível!
- A minha história é aquilo que vês, a história das pessoas está sempre expressa no corpo e na vida delas, só temos de saber como desvendar os sinais e saberemos tudo acerca dessa pessoa.
- Então, posso-lhe dizer, que ainda vai a tempo de seguir o caminho certo, e deixar o lado errado, levante-se e arranje-se, procure trabalho, claro, nada de grande luxo, mas com o tempo, poderá subir na vida, e ser um ser humano com distintas qualidades.
O velho levantou-se e foi embora. O rapaz, sorriu, deixou aquele lugar e um dia mais tarde, num noticiário viu um colaborador de uma empresa dando uma simples entrevista, era uma cara conhecida, claro, não iria esquecer aquele rosto.
O senhor com quem tinha falado estava agora ali, de smoking, discursando tão bem que parecia um diplomata.
Aprenderam os dois, que nunca é tarde de mais para resolver os problemas da vida, nunca é tarde de mais para mudar. Desde que não se deixe de lutar na vida, tudo terá uma razão de ser.

[Foto by Frederik Justesen]

1 comentários:

raquel alves disse...

ja li esta historia em algum sitio:P

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